Reabilitação Cognitiva

A reabilitação cognitiva é uma intervenção não farmacológica que tem como objetivo diminuir as dificuldades cognitivas do paciente. Reabilitar é promover ao paciente sua recuperação ao nível máximo possível de adaptação física, psicológica e social, com o objetivo de reduzir o impacto de uma incapacidade ou deficiência proporcionando uma maior integração social do indivíduo. O profissional ajuda a ativar as funções cognitivas preservadas para permitir que elas compensem as comprometidas, pois o cérebro pode se adaptar conforme as circunstâncias. Após uma avaliação cognitiva e a partir das queixas do paciente e de seus familiares, o profissional que realizará a reabilitação consegue definir o tipo de atividade que será desenvolvida para estimular o campo cognitivo do paciente.

Imagem de um ambiente de uma consulta psicológica
REALIZANDO AS SESSÕES DE REABILITAÇÃO COGNITIVA REGULARMENTE, O PACIENTE OBTÉM UMA GRANDE MELHORA EM SUAS CONDIÇÕES COGNITIVAS, AUTONOMIA E RELAÇÕES INTERPESSOAIS.

Por isso, realizar as atividades sugeridas diariamente é essencial para a eficácia do tratamento. Lembrando que esta abordagem é feita sempre com paciência e empatia para não desmotivar o paciente. Além disso, é observado qualquer alteração no cotidiano que indique melhora ou piora do quadro para oferecer o melhor tratamento a este paciente.

Quais diagnósticos podem se beneficiar?

Um programa de reabilitação bem delineado pode reduzir os déficits causados por quadros neurológicos como doença de Alzheimer, AVC (Acidente Vascular Cerebral), encefalites, doença de Parkinson, traumatismos cranioencefálicos, dentre outros. Além destes, os quadros neuropsiquiátricos como Déficit de Atenção (TDAH), depressão e compulsões também podem ter benefícios com a reabilitação através de intervenções que lhes ofereçam capacidade de autonomia e independência funcional, no maior nível possível. Isso porque, embora a palavra “reabilitar” signifique “tornar apto novamente”, muitas vezes não é possível o retorno ao padrão de funcionamento e de comportamento anterior à doença. Em outros casos, o objetivo do programa de reabilitação é retardar o avanço de uma doença, como no caso da Doença de Alzheimer, que é um quadro neurodegenerativo progressivo.